quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

O espantalho

Tudo o que existe é
alegre ou triste.

A alegria não para
no espantalho da seara:

é um boneco seco
de braços agitados

cara de melancia
dedos imaginários.

Mete medo aos pardais
ao menino e às flores

e se o vento o fustiga
é um sino sem som

é um gesto sem gente
um navio sem cais.


Maria Alberta Menéres
#minutopoema


Sem comentários:

Publicar um comentário