Tudo o que existe é
alegre ou triste.
A alegria não para
no espantalho da seara:
é um boneco seco
de braços agitados
cara de melancia
dedos imaginários.
Mete medo aos pardais
ao menino e às flores
e se o vento o fustiga
é um sino sem som
é um gesto sem gente
um navio sem cais.
Maria Alberta Menéres
#minutopoema
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