Era uma vez uma fada.
Era bonita e delicada.
Friorenta, sim senhor.
No verão não se vê.
No inverno a patinar.
Esta é a fada que com uma flor vai jogar.
Escritas de meninas e meninos que brilham todos os dias. Este ano, 2017/18, crianças do 1º ano e do 4º ano da Escola de Vale de Figueira.
sábado, 4 de fevereiro de 2017
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017
A
O A abre este livro
com uma porta de brincar
e atrás do que ela esconde
está a lua e está o mar
e meninos a fingir
que a casa do alfabeto
não tem chave para entrar.
O A abre o cortejo
e põe-se logo a cantar
pelos seus dedos magrinhos
as letras que vão faltar.
José Jorge Letria
#minutopoema
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017
Quero ser tambor
Tambor velho de gritar
Ó velho Deus dos homens
deixa-me ser tambor
corpo e alma só tambor
só tambor gritando na noite quente dos trópicos.
Nem flor nascida no mato do desespero
Nem rio correndo para o mar do desespero
Nem zagaia temperada no lume vivo do desespero
Nem mesmo poesia forjada
na dor rubra do desespero.
Nem nada!
(...)
José Craveirinha
#minutopoema
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017
Urubu
É um tipo de abutre
que no Brasil ganhou fama;
nunca jogou futebol
nem entrou em teledrama;
comida, só da estragada,
que é esse o seu prato forte;
não tem penas no pescoço
e gosta do cheiro da morte.
Quem se perde no deserto
só o evita por sorte.
José Jorge Letria
#minutopoema
terça-feira, 31 de janeiro de 2017
Dois
Um moço da República
e um presidente de fretes
um vereador do exército
e um general da cultura
uma senhora de giro
e um polícia com calos
um cortador de seguros
(...)
e um pastor da educação
um domador de vinhos
e um provocador de leões.
João Pedro Mésseder
#minutopoema
segunda-feira, 30 de janeiro de 2017
Ai, senhor doutor
_ Senhor doutor:
tenho uma dor!
_ Nos braços?
_ Não.
_ Na cabeça?
_ Não.
_ Nas pernas?
_ Não.
_ No coração?
_ Também não.
_ Tens apetite?
_ Muito!
_ Febre?
_ Já passou.
_ O caso está complicado…
_ Pois está, senhor doutor…
É que eu parti dois pratos de
louça fina!...
António Mota
#minutopoema
sexta-feira, 27 de janeiro de 2017
Teus olhos
Teus olhos, Honorine, cruzaram oceanos,
longamente tristes, sequiosos,
como uma flor aberta nas sombras em busca de sol.
Vieram com o vento e com as ondas
através dos campos e bosques da beira-mar.
Vieram até mim, estudante triste,
Dum país do sul.
Ruy Cinatti
#minutopoema
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